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Futuro do trabalho: quais são as principais tendências tecnológicas e como inovar

“A única constante é a mudança”, como dizia o filósofo Heráclito de Éfeso (500 a.C. - 450 a.C.). Sem dúvidas, o mundo é extremamente dinâmico, repleto de transformações. Nesse cenário, novas tendências surgem para acompanhar os avanços. Por isso, é importante estarmos preparados para o futuro do trabalho

Isso porque vivemos no meio do impacto transformador da Indústria 4.0. As inovações tecnológicas em ritmo acelerado significam que vamos compartilhar o espaço com inteligências artificiais e outras ferramentas às quais devemos nos adaptar, de preferência, o mais rápido possível. 

Neste post, vamos bater um papo sobre isso, apontar as principais mudanças, os segmentos mais relevantes, com o que as empresas devem se preocupar e, por fim, dicas para você ser bem-sucedido na superação dos desafios. Confira!

Afinal, qual é o futuro do trabalho?

A expressão “'futuro do trabalho” é perfeita para descrever previsões sobre como os hábitos, locais e práticas de trabalho podem parecer nas próximas décadas.

As opiniões variam, mas os líderes de negócios e as recentes descobertas científicas apontam para as mudanças maciças que estão por vir. 

Provavelmente, elas serão impulsionadas pelas novas tecnologias e permitirão aprendizado de máquina, automação total e comunicação contínua para ressignificar o conceito de trabalho.

Quais são as principais mudanças?

A tecnologia complementará, simplificará e redefinirá os trabalhos existentes em vez de apenas substituí-los. Acabou o tempo em que gastávamos horas desenvolvendo planilhas, processando dados ou lidando com consultas de clientes. 

Essas tarefas serão totalmente otimizadas pelas máquinas, permitindo que a equipe concentre mais tempo em tarefas complexas que requerem um toque humano. 

Além de trabalhar com o avanço das tecnologias, os colaboradores ficarão mais envolvidos no planejamento, nos relatórios e, como resultado, o conjunto de habilidades necessárias será mais exigente. Por isso, o profissional terá que se enxergar como um eterno aprendiz e se capacitar constantemente.

Felizmente, a curiosidade, o entendimento de situações complexas e a contribuição coletiva são apenas algumas das coisas que as máquinas não podem replicar. 

Quais segmentos têm maior relevância no mercado de trabalho hoje?

Trabalho flexível 

A mudança para uma força de trabalho mais ágil está criando impulso entre empregadores de todos os tamanhos para melhor atender à necessidade de mão de obra sob demanda, sazonal ou temporária.

A tecnologia está impactando onde trabalhamos: podemos trabalhar de qualquer local. Logo, as empresas devem se adaptar ao conceito home office e oferecer vagas com horários flexíveis para o colaborador produzir mais e melhor.

Conhecimento

A automação está exigindo um aprimoramento das competências da força de trabalho. Mesmo nas ocupações mais bem pagas, as máquinas podem complementar as capacidades humanas e aumentar a capacidade de trabalho de um indivíduo, liberando-o para se concentrar em funções de maior valor.

Sendo assim, o sucesso dos colaboradores depende das suas capacidades de aprender novas habilidades e se adaptar às mudanças.

Tecnologia — IA

Os robôs e as tecnologias cognitivas estão fazendo avanços constantes, principalmente em trabalhos e tarefas que seguem regras lógicas e padronizadas. Isso reforça um desafio crítico para os líderes de negócios e de RH: a necessidade de projetar, buscar e gerenciar o futuro do trabalho para incorporar uma compreensão sólida de quais habilidades são essencialmente necessárias para o crescimento da empresa.

Quais fatores devem ser observados pelas empresas? 

Como visto, o futuro do trabalho já chegou, e os gestores devem abraçar essa oportunidade desafiadora. Os fatores que impulsionam essas mudanças estão correndo, deixando para trás as velhas táticas para impulsionar a produtividade, os produtos e serviços inovadores e o relacionamento com os clientes.

A questão de como cada trabalho vai mudar, adaptar-se ou desaparecer tornou-se uma decisão de design. Quais aspectos do trabalho você substitui por máquinas automatizadas? Deseja equipar os profissionais com máquinas que tornam o trabalho mais fácil e escalável? Qual será o impacto da IA ​​e da robótica na experiência do cliente, na qualidade do serviço e na marca? Sua organização deve esperar que os concorrentes validem totalmente a IA e a robótica?

Os líderes de RH devem se concentrar em definir a diferença entre habilidades humanas essenciais, como pensamento criativo e ético, e tarefas não essenciais, que podem ser gerenciadas por máquinas. Isso requer reformular as carreiras e projetar novas maneiras de trabalhar e formas de aprender.

Como os profissionais podem se adaptar às mudanças? 

Os profissionais também podem adotar algumas práticas para se prepararem para o futuro do trabalho. Confira a seguir algumas sugestões!

Aprimorar as habilidades sociais

Embora os conhecimentos técnicos continuem sendo bastante procurados, certas habilidades sociais serão pré-requisito constante para a maioria dos trabalhos do futuro.

Isso acontece, principalmente, porque certas desenvolturas humanas não podem ser imitadas pela tecnologia, como a capacidade de se conectar com as pessoas e formar relacionamentos profissionais, a vontade de aprender e o respeito pelas ideias dos outros.

Estar sempre disposto a aprender

É fundamental estar atualizado sobre as tendências e mudanças mais relevantes. A tecnologia está avançando a um ritmo mais rápido do que nossas habilidades. Essas transformações criaram uma demanda por profissionais altamente qualificados, e essa tendência se intensificará nos próximos anos.

Portanto, mantenha-se atualizado sobre as tendências, acompanhe relatórios, leia revistas e artigos de notícias, assista a vídeos, ouça podcasts acerca de temas relacionados à inovação, participe de eventos e seminários em rede e discussões online, entre outras práticas.

Usar dados para otimizar a tomada de decisões 

Hoje, as empresas estão coletando mais dados do que nunca. Mas simplesmente acumular grandes quantidades de informações como resultado da transformação digital não é suficiente. A chave está em poder usar insights de maneira eficaz, orientar mudanças ou identificar novos fluxos de receita.

Os mais recentes pacotes de análise de dados fornecem informações essenciais sobre tendências e previsões de clientes ou desempenho dos produtos. Muitos já estão usando esse tipo de dados para transformar ideias em ações.

Reavaliar constantemente a estratégia 

Novas tecnologias estão sendo lançadas o tempo todo, desde robôs que concluem tarefas na linha de produção mais rapidamente que os humanos a máquinas que resolvem problemas de equipamentos sem intervenção humana. Tudo isso traz várias possibilidades para explorar. 

Como Charles Darwin (1809 – 1882) concluiu certa vez: "Não são os mais fortes ou os mais inteligentes que sobreviverão, mas aqueles que podem gerenciar melhor a mudança". Pense nisso e faça uma reavaliação das suas ações periodicamente.

Como pensar o futuro do trabalho de forma inovadora?

Embora a relação entre inteligência artificial e trabalho seja um assunto polêmico, ainda é seguro dizer que ela realmente oferecerá novas oportunidades. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, os robôs criarão novos empregos além de substituir outros. 

Essa conclusão é totalmente viável, pois é fácil identificar algumas das muitas carreiras em inteligência artificial, por exemplo, cientistas de dados, que avaliam as decisões tomadas pelos algoritmos para eliminar quaisquer preconceitos. 

Além disso, algumas ocupações incluem:

  • analistas de transparência: pessoas encarregadas de classificar os vários tipos de opacidade para algoritmos;
  • modeladores de interação de sistemas inteligentes: especialistas que desenvolvem o comportamento da máquina com base no comportamento dos funcionários;
  • gerentes de relações de máquina: pessoas que defendem o maior uso de algoritmos com bom desempenho.

Gostou de saber mais sobre o futuro do trabalho? Quanto à competição por empregos entre humanos e robôs, vale a pena notar que existem funções que a IA não pode substituir. Papéis que exigem liderança, empatia e delegação são exemplos de muitos trabalhos protegidos da automação.

Para muitas organizações, a automação se tornou uma prioridade estratégica, não é mesmo? Aproveite para ler também sobre a tendência do colaborador robô.


Por Redator IEL
quinta-feira, 19 de Dezembro de 2019 - 16h16

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