Guilherme Scozziero alertou que redução da jornada no país, sem o devido aumento da produtividade, produz um impacto econômico diferente e mais severo para o Brasil
Foto: Raul Pereira
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Encontro promovido pela subcomissão especial destinada a apresentar sugestões à PEC 8/25, que propõe a alteração da jornada de trabalho, debateu nesta segunda-feira (3) sobre a redução da escala, em seminário realizado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O coordenador do Conselho de Relações do Trabalho (Contrab) da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Guilherme Scozziero, apresentou dados que trazem uma perspectiva fundamental para a discussão: a jornada de trabalho no Brasil se equipara ao restante do mundo. No entanto, a realidade é drasticamente diferente quando o quesito é produtividade.
O coordenador do Contrab alertou que, em uma análise de 189 países com dados disponíveis, o Brasil atualmente ocupa a 100ª posição em produtividade por empregado e a 91ª posição em produtividade por hora. Segundo Scozziero, é importante destacar que as horas de trabalho no Brasil são equiparáveis às praticadas globalmente, mas a baixa produtividade é um gargalo que não podemos ignorar. A redução da jornada no país, sem o devido aumento da produtividade, produz um impacto econômico diferente e mais severo para o país em comparação com nações de alto desempenho, alerta.
O Sistema FIERGS ressalta a necessidade de um debate aprofundado que leve em consideração a realidade econômica e de produtividade do país antes de qualquer alteração constitucional na jornada de trabalho.
O seminário contou com a presença de autoridades e lideranças do setor produtivo e dos trabalhadores. A subcomissão segue com os debates e audiências públicas para analisar o texto da PEC 8/25 e colher subsídios para a elaboração de um parecer técnico sobre o tema.


