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A Jornada 4.0 é promovida pelo Conselho de Inovação e Tecnologia – CITEC da FIERGS e do IEL/RS, com o apoio da Rede RS Indústria 4.0 e do Sebrae RS.

A iniciativa é formada por diversos espaços criados para a promoção de temáticas relacionadas à Indústria 4.0, a aceleração do ritmo de projetos e negócios e a percepção dos impactos alcançados nas organizações. O objetivo é promover a conexão dos principais stakeholders relacionados aos temas e apresentar aos diversos setores da indústria do estado do RS um conjunto de competências que viabilizem o desenvolvimento e a adoção de tecnologias habilitadoras no ambiente de produção industrial.

Algumas das tecnologias habilitadoras abordadas são:

  • Manufatura Aditiva:
    Esse é o nome bonito da impressão 3D! Cria produtos complexos com equipamentos simples através da adição de camadas de matéria, em vez da subtração ou transformação de massas, como usinagem e moldagem por injeção. Até então, os métodos tradicionais tem oferecido baixo custo e alta qualidade, enquanto a impressão 3D é utilizada na prototipagem rápida e produção de baixo volume. Entretanto, os avanços já tem permitido o uso de uma ampla gama de materiais, incluindo ligas avançadas de níquel, fibra de carbono, vidro, tinta condutora, eletrônicos, produtos farmacêuticos e materiais biológicos. Com a oferta crescente de scanners e softwares de modelagem 3D gratuitos, tem havido uma proliferação de projetos 3D disponíveis on-line.
  • Big Data - Mineração de Dados, Big Data Analytics:
    Imagine muitos dados. Imaginou? Ok, a big data tem ainda MAIS dados. Ela representa um amplo conjuntos de dados onde softwares tradicionais de processamento de dados são insuficientes. As informações de tamanho extremo, diversas e complexas estão em toda parte e podem apoiar organizações no impulsionamento de inovações, ganhando uma visão mais objetiva e rápida sobre seus clientes. Os principais desafios dessa tecnologia incluem a análise, captura e curadoria de dados, armazenamento, visualização, consulta e privacidade da informação. As previsões em grande volumes de dados podem levar à tomada de decisões mais confiáveis, e melhores decisões podem resultar em maior eficiência operacional, redução de custos e riscos.
  • Internet das Coisas - Sensorização e Internet Industrial das Coisas (IIoT):
    Ela nos cerca com uma rede de dispositivos e serviços inteligentes e interligados, capazes de detectar, ouvir pedidos ou necessidades e atuar sobre eles. Uma das principais características é a capacidade de transferir dados através de uma rede sem a necessidade de interação humano-computador. Aplicações vão desde implantes de monitoramento cardíaco até sensores que informam ao motorista quando o pneu do veículo está murcho. A proliferação de sensores de baixo custo, o aumento do poder de computação e o desenvolvimento da inteligência artificial acelerou a adoção na indústria para aplicações como manutenção preditiva de máquinas e controle da produção em tempo real.
  • Inteligência artificial (IA):
    É caracterizada por um conjunto de técnicas utilizadas para o aprimoramento do desempenho das máquinas, que passam a atuar de forma constante e autônoma. Ou seja, a Inteligência Artificial é o desenvolvimento de tecnologias, que têm por fim não só reproduzir, mas também otimizar a capacidade reflexiva e perceptiva humanas. Essas tecnologias estão diretamente relacionadas aos softwares e dispositivos que foram criados e aperfeiçoados nos últimos anos. Eles são capazes de identificar padrões, perceber comportamentos, avaliarem um conjunto de dados e, principalmente, realizar tarefas complexas sem ou com pouca intervenção humana.
  • Integração de Sistemas - Integração de Sistemas (SCADA, MES, ERP), Protocolos, Sistemas Ciber-físicos e Interoperabilidade:
    Os sistemas de gestão utilizados por uma empresa podem ser compreendidos como o conjunto de programas de computador que facilitam o tratamento e a visualização de dados do negócio. São utilizados em todos os setores, tanto para organizar as atividades, quanto para garantir segurança e qualidade. Em muitos casos, a indústria dispõe de sistemas separados para administrar seus setores. A Integração de Sistemas significa conectar cada etapa, buscando entregar maior qualidade e produtividade. O desenvolvimento de produtos pode identificar uma falha na logística e na distribuição de um produto, por exemplo, e com isso, projetar um método inteligente de rastreamento de cada unidade produzida.​ Essa operação sistêmica e integrada facilita o trabalho interno, provoca ganhos expressivos e impacta diretamente na qualidade das entregas que as indústrias realizam.
  • Robótica Avançada - Robótica Colaborativa, Robótica Autônoma (AGV e AMR), Manipuladores e Drones
    Pode ser entendida como um conjunto de tecnologias refinadas para realização de tarefas cada vez mais complexas, que exigem algum grau de repetição e precisão. Trata-se de equipamentos capazes de realizar atividades possíveis ou impossíveis de serem realizadas por humanos. A robótica avançada é a sofisticação de máquinas, a fim de que fiquem cada vez mais automatizadas. Assim, elas contam com design eficiente, são mais seguras e promovem a integração da linha de produção por meio da coleta, sistematização e avaliação de dados.
  • Manufatura Digital - Digitalização, Simulação, Comissionamento Virtual, Realidade Virtual e Realidade Aumentada:
    Consiste na aplicação de tecnologias digitais aos processos produtivos. O objetivo é integrar sistemas e processos ao longo da cadeia de valor, otimizando o ciclo de vida dos produtos do momento em que são projetados até a venda final do item. Isso envolve investimentos em automação, porém com soluções mais novas e que transformam completamente a forma como os processos são executados. A manufatura digital está baseada em três pilares (conectividade, inteligência e automação) e contribui para que as informações a respeito dos produtos, processos, recursos e da fábrica sejam levantadas, visualizadas e compartilhadas com mais agilidade e eficiência.
  • Computação em Nuvem:
    Um dos pilares centrais da quarta revolução industrial, a Computação em Nuvem é a distribuição de serviços computacionais que englobam servidores, bancos de dados, redes, armazenamento, softwares, análises e inteligência, oferecidos pela internet. Em termos práticos, a infraestrutura de rede e hardware é vista pelos usuários como um serviço em que eles têm a possibilidade de pagar apenas pelo que realmente usam. Essa característica é o que permite as otimizações e as adições de novos recursos à estrutura de tecnologia de informação sem a necessidade de grandes investimentos. De outro modo, ao precisar de mais funcionalidades, a infraestrutura de TI é capaz de se adaptar às novas demandas de maneira automática.​
  • Segurança Digital - Cybersecurity:
    Prática de proteger sistemas, redes e programas de ataques virtuais. Esses ataques virtuais geralmente têm como objetivo acessar, alterar ou destruir informações confidenciais, extorquir dinheiro de usuários ou interromper a continuidade dos negócios. Atualmente, a implementação de medidas de segurança digital é bastante desafiadora porque há mais dispositivos conectados do que pessoas, e os invasores estão cada vez mais criativos. Os ataques cibernéticos já são e representarão uma ameaça em segurança de dados empresariais e governamentais cada vez maior nos próximos anos. Mecanismos efetivos para garantir a segurança à esses ataques poderão surgir apenas no final desta década, o que acende um alerta para os negócios, que estão se tornando cada vez mais digitais.
  • Sistemas de Simulação:
    São definidos pela utilização de computadores e conjuntos de técnicas para gerar modelos digitais que descrevem ou exibem a interação complexa entre várias variáveis dentro de um sistema, imitando processos do mundo real. Softwares captam dados da produção e fazem análises de variáveis e de intervalos de tempo. Juntos, os indicadores conseguem apontar onde estão os gargalos da produção e o que poderia ser feito para solucioná-los. Alimentados por dados, os sistemas de simulação ajudam a analisar o processo fabril de maneira integral, olhando para pontos específicos como estoque, peças e mão de obra. Além disso, os softwares conseguem analisar a interação entre estes fatores, simulando melhorias.
  • Digitalização:
    Consiste no uso de tecnologias digitais para transformar processos de produção, de desenvolvimento de produtos e/ou modelos de negócios, visando a otimização e eficiência nos processos. É considerada a espinha dorsal da Indústria 4.0, criando manufaturas inteligentes com integração de todos os sistemas de produção e pouca intervenção humana. É uma estratégia que promete redução de custos, melhoria na qualidade de produção e flexibilidade. A transformação digital abrange etapas importantes de projeto e implementação de plano de digitalização, sensoriamento, aquisição e tratamento de dados

Estrutura:

A Jornada 4.0 conta com Espaço de Exposição, Webinars e Seminários.

Ambiente pensado para as empresas exporem e demonstrarem seus produtos ou serviços vinculados às tecnologias habilitadoras 4.0. Aproximadamente 42 expositores participaram das edições de 2018, 2019 e 2020. A exposição acontece na Mercopar - Feira de Inovação Industrial e tem duração de três dias.

Encontros presenciais e/ou on-line que abordam os desafios e os caminhos para uma indústria mais tecnológica, além de apresentações de cases de empresas que já estão nesta caminhada e que possuem aplicações de tecnologias em cenário real. As edições anteriores contaram com 472 participantes presenciais e 247 acessos na plataforma digital ao vivo nos eventos de 2020.

Confira a agenda de 2021.


Para quem? 

O público-alvo são indústrias, sindicatos e associações representativas do setor, agentes de fomento, startups relacionadas à Indústria 4.0 e universidades.


Se interessou?

Por que sua empresa deve participar
Inserção no ecossistema industrial;
Participação no ambiente de negócios que a feira Mercopar oferece, além da exposição;
Três dias de exposição em um ambiente diferenciado;
Espaço de destaque dentro da Mercopar na área de inovação;
Proximidade e relacionamento com a indústria consumidora de tecnologia 4.0;
Alta visibilidade: público visitante em constante crescimento. Em 2020, foram 7.200 visitantes presenciais e 5.000 digitais;
Estímulo à execução de projetos de desenvolvimento e adoção de tecnologias no ambiente de produção industrial;
Acesso a conteúdos que abordam os desafios e caminhos para uma indústria mais tecnológica através de seminários, palestras e webinars.

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A Jornada 4.0 - Inovar com os pés no chão aconteceu nos dias 05, 06 e 07 de outubro de 2021, durante a 30ª Mer...
A edição da Jornada 4.0 de 2020 foi realizada entre os dias 17 e 19 de novembro, na MERCOPAR, em Caxias do Sul...
A edição da Jornada 4.0 de 2019 foi realizada de 1° a 3 de outubro, na MERCOPAR, em Caxias do Sul/RS.
A edição da Jornada 4.0 de 2018 foi realizada no dia 20 de novembro, no Centro de Eventos da FIERGS, em Porto...
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